O jantar que servi a pedido do meu marido foi um sucesso. Esmerei-me, fiz as delicias dos convidados com o meu tempero e a minha boa disposição, sempre disponível, sempre agradável.
O fulano que vinha como um pneu sobresselente deu-me uma cantada impressionante mas eu, cortez, fiz de conta que não percebía, dei o braço ao meu marido e fiz o papel de esposa amantissima.
Depois que todos saíram e eu já bem tarde e estoirada, arrumava a cozinha, ele veio ter comigo e disse-me desculpa e obrigado, que não sabía o que tinha acontecido, que apagássemos tudo e começássemos do zero.
Sorri-lhe, disse-lhe que não havía nada para desculpar e já nem me lembrava do que se tinha passado.
Ele também me sorriu, agarrou-me na mão, beijou-ma e disse que eu estava linda, que tinha sido um encanto, uma verdadeira senhora. Depois abraçou-me com muita força, encostou o nariz ao meu pescoço, cheirou-me, mordiscou-me a orelha, beijou-me os lábios.
Foi nesse instante que tive um click e descobri como pôr em marcha aquela idéia que me consumía dia e noite.
Devolvi-lhe o beijo, lambi-lhe os lábios, as comissuras, chupei-lhe a lingua, fechei os olhos e passeei a minha mão no sexo dele que começara a ficar duro.
Ele ficou completamente louco, em meia dúzia de anos de casados nunca tinhamos tido tal tipo de intimidades, era o velho missionário e a seco cá vai disto.
Começou a falar pelos cotovelos, a pedir isto e aquilo, a maior parte das coisas eu nem percebía, continuava a beijá-lo como se quisesse comer-lhe a boca e agarrada ao sexo erecto não paráva o movimento. De repente ele sucumbiu.
Ejaculou.
Manchou as calças, eu lavei as mãos e os dentes e foi a última vez que nos tocámos.