A par com o meu interesse por estratégia de guerra, deduzi que os meus conhecimentos ficaríam incompletos se não soubesse o que podería provocar no adversário em termos de dor, ferimento infligido, paralização dos movimentos.
É que saber como actuar tería forçosamente de estender-se até ao efeito causado e nada melhor do que aprender como ser eficaz na acção cometida.
Procurei por livros de anatomia, estudei o corpo humano, as suas principais funções, para que servíam os orgãos, as articulações, o desenvolvimento hormonal ao longo do crescimento e a degradação das células a partir de uma certa altura. Aliás, bem mais cedo do que o que se imagina...
Fiquei maravilhada com a obra arquitectónica que é o nosso corpo e o tão mal que o tratamos. A sua resistência é deveras assombrosa e nunca nos devíamos queixar de doer aqui ou ali, já que é tudo fruto não de um organismo doente (na generalidade) mas do que lhe fazemos. A extensão das suas capacidades é manifestamente inexplorada ao longo da sua vida e muito mais felizes seríamos se atendessemos aos seus pedidos.
É que há que não esquecer que somos mamíferos. Vestidos de griffe, mas bestas.
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